Parasyte também conhecido por Kiseiju é um mangá seinen do gênero ficção científica e terror do autor Hitoshi Iwaaki. Foi originalmente publicado no Japão entre os anos de 1988 e 1995 e no Brasil foi publicado pela JBC em 2015, também no formato tankobon de 10 volumes.
A narrativa é sobre pequenos alienígenas semelhantes a vermes que um dia surgem na Terra e entram no corpo de seres humanos por orifícios como nariz ou ouvidos com o objetivo de tomar o cérebro e assumir sua identidade. Porém há algumas exceções, como no caso do adolescente Shinichi Izumi que interfere quando o pequeno parasita tenta se introduzir no seu corpo. Ele acaba por ter seu braço direito tomado e assim ambos vão precisar se adaptar um ao outro para sobreviver aos parasitas completos que os veem como ameaça.

Os parasitas são extremamente inteligentes e desprovidos de sentimentos ou emoções. Seu único objetivo é sobreviver no mundo humano e para isso se mesclam e vivem como pessoas comuns. Porém são criaturas canibais que atacam e devoram os seres humanos. Eles são capazes de assumir qualquer forma em qualquer consistência, maleável como borracha ou rígida como metal. Podem cortar e triturar a carne humana junto com os ossos facilmente assumindo formas pontiagudas e também mudam a aparência do rosto quando querem ou precisam.
Na imagem acima estão páginas do mangá Parasyte; à esquerda vemos Shinichi e Miggy (nome que significa mão direita em japonês) coexistindo no mesmo corpo de forma pacífica. No começo da história Shinichi fica atordoado por ter seu braço direito tomado e até tenta se livrar de Miggy, mas com o tempo cria um grande vínculo com o parasita e vai se tornando mais forte e corajoso.

O anime de Parasyte foi lançado no Japão em 2014 pela Madhouse sob o nome de Parasyte The Maxim, com 24 episódios e teve seu lançamento na Netflix em fevereiro de 2020.
Houveram algumas mudanças em relação ao design dos personagens do mangá e em alguns aspectos da história. O anime foi adaptado para os tempos atuais com nossa tecnologia de computadores, smartphones e internet, já que o mangá está inserido nos anos 90. Os personagens também são mais contemporâneos, com vestimentas e estilos da atualidade. Os adolescentes ficaram com cara de adolescentes, pois no mangá tem um porte físico mais adulto e robusto, no caso de alguns rapazes. No geral eu gostei das modificações de design, mas o mangá também tem um estilo legal de desenho e algumas cenas são melhores desenvolvidas e até mais sombrias nas páginas em preto e branco.

Meu primeiro contato com a obra foi através do mangá e fiquei vidrada com a história, sempre ansiosa para ler o próximo volume assim que terminava um. A narrativa é muito instigante pois além do terror de monstros devoradores de gente, também tem um aspecto filosófico nos fazendo refletir se apenas os parasitas são os monstros, comparados ao seres humanos e suas condutas em sociedade. No início Shinichi fica assustado com a frieza e racionalidade de Miggy, mas vai entendendo melhor a linha de pensamento desses seres tão assustadores e indiferentes à vida humana. Abaixo deixo o link de venda do mangá pela Amazon:
Assistam também um pequeno trecho do anime que está disponível na Netflix:

Eu recomendo tanto o mangá quanto o anime, ambos são ótimos! Também existem duas versões de filme em live action lançadas em 2014 e 2015 no Japão, mas não assisti pois não curto muito esse tipo de adaptação. Parasyte foi uma obra de grande sucesso e continua sendo. Vale muito a pena conferir 😉